O que sucedeu nas grandes cidades moçambicanas com destaque para a capital, Maputo, ao longo da 1ª semana de Fevereiro, mostra que o Governo, o sector privado e a sociedade encontrem um meio termos para estancar esta tendência de manifestação com recurso a actos de vandalismo.
Ao governo cabe também, estudar mecanismos que levem o país a inverter, a cursto prazo, o modelo de trasnporte que existe nas grandes cidades moçambicanas ou melhor;
O transporte público não deve estar sob o controle do sector privado, pois esta é uma responsabilidade do governo.
Pode haver fome, calamidades naturais ou sabe-se lá o quê, mas a locomoção das pessoas deve estar garantida.
É triste o que se vive em Maputo em particular, onde as pessoas são obrigadas a percorrer dezenas de kilometros para chegar no serviço ou em casa. Naturalmente que, depois deste longo percurso, a pessoa só chega no posto para marcar presença, não estando com auto estima suficiente para qualquer que seja o desafio, pois está cansado e pensa como é que poderá regressar à casa no fim da jornada.
Uma negociação visando a redução das tarifas é adiar o problema, pois, como se sabe, em pouco tempo os preços do crude voltam a disparar e novamente estaremos perante um fenómeno novo de manifestações.
Há sim, que encontrar uma solução definitiva para a política de transporte nas grandes cidades.
Messias Mahumane
1 comentário:
Plenamente de acordo
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