Atente às Citações:
“Assinaturas mensais: Ordinária: USD20 – Institucional:USD35 – Embaixadas e ONG Estrangeiras:USD50 - Um Jornal Moçambicano distribuído Por Fax ou e-mail
“Quartos Simples: USD30; Quartos Duplos: USD40” – Uma Unidade Hoteleira Moçambicana
“O Governo Já disponibilizou cerca de 1,9 Milhões de Dollares Americanos para o arranque da actualização do Recenceamento de um total de 14 Milhões de Dollares necessários” – Um dos nossos jornais matutinos.
“O Banco Mundial vai financiar o consórcio em 120 Milhões USD”.... Notícia difundida num dos principais canais de rádio.
“São USD 7.000 convertíveis em MZM ao Câmbio do Dia....” Cotação Fornecida por uma empresa Nacional a outra empresa Nacional, ambas com registo na CRC de Maputo;
“Churrasco animado por Chidiminguane, Hombamo, Jeremias Nguenha, Resiana Jaime e os Cossas. Haverá Comes e Bebes. Não Falta. Entradas USD 50/Pessoa (adultos), USD 15 Crianças”....................Um espectáculo da Praça.
“Propina de Inscrição: USD120, mensalidade: USD 65 por disciplina” ....... Propinas num estabelecimento de ensino superior em Moçambique.
Vamos reflectir todos nos seguintes aspectos:
Aonde é que estamos?
Compete a quem estancar isto?
Quem ganha com isto?
Como sair disto?
Onde está a ordem dos Economistas?
Onde está a Associação de Defesa do Consumidor?
Como “desdolarizar” o País?
Onde está a dignidade do Metical?
Onde é que deve vincar o orgulho de Moçambicanidade?
A notícia, panfletos, vídeos consomem-se no sentido lato da palavra, logo, é importante defender o consumidor sobre a forma como ela aparece.
Elas mostram que o moçambicano, no seu próprio território, deve andar sempre com uma calculadora e conhecer bem o câmbio do dia, para converter todos os montantes referenciados nos média, em Dollares Americanos (USD). Isso para poder perceber bem o valor real e o impacto da notícia contida no jornal ou outro meio de comunicação social.
O GABINFO, entidade que regista e superintende os média, devia regulamentar a obrigatoriedade de estabelecer equivalência de moeda, sempre que se trate de valores referenciados em outras moedas, devendo tomar-se como base, o grande Metical .
Por exemplo, se um doador vai injectar algumas dezenas de dollares americanos ao país, para uma certa finalidade, a notícia que deve ser consumida pelo público deve ser de tipo:
“Cerca de xxxx biliões de MZM ( USD yyy) é quanto o doador xxx vai desembolsar para ....”. Refira-se que 1USD = xxxMZM).
Deve haver obrigatoriedade de informar na nossa moeda. Isso é bom porque as crianças crescem a saber falar de nºs na óptica moçambicana.
Se pretendermos saber de muitos moçambicanos com instrução média, que valor representa, por extenso 1.000.000.000,00MT, teremos várias respostas diferentes. Significa isso que não temos a visão real dos valores que estamos sendo doados e logo, não teremos capacidade de aplicação e muito menos de controlar e começamos a falar de desvio de fundos e/ou corrupção, enquanto que nós é que não conseguimos interpretar os nºs doados para o Metical.
Isso é não devia ser assim.
Por outro lado, espanta-me o facto de insistirmos em falar de nºs em USD enquanto que na prática a maior parte das transacções moçambicanas é feita em ZAR – Rand, o que quer dizer que na pior das hipótese a informação devia vir traduzida também ou apenas para o Rand.
Há notícias segundo as quais, nalgumas zonas fronteiriças as populações não usam o Metical ou porque não chega, ou porque não tem valor de uso.
A questão que se coloca é:
Houve essa constatação e repotagem, mas depois, qual é o passo seguinte e quem vai dar? A polícia? O Banco de Moçambique?... Quem e quando?
Patrícios, vamos debater o problema da valorização do Metical e a necessidade de “desdolarizar” o País, propondo soluções concretas baseadas em experiência dos outros países amigos ou não, que tenham passado por isto.