sexta-feira, 21 de março de 2008

Integração Regional na SADC - Mudar atitudes


Rumo à integração Económica Regional
Parte dos passos que imagino que devem ser dados

Mudar atitude em vários aspectos.

O comércio informal e a forma/local de colocação de produtos para a venda

Infelizmente não há relatos de um braço de ferro entre as autoridades sanitárias, a DECOM ou mesmo a Edilidade e grupos populacionais, tendo como ponto central, a proibição de venda de produtos em condições que atentam a saúde pública. Os relatos que temos estado a acompanhar estão relacionados com a ilegalidade da ocupação de passeios para o comércio informal em geral.

Estou a falar da colocação de produtos de consumo imediato ou a posterior no ar livre, prática essa que é mais gritante nos chungamoios, nas barracas, terminais e paragens de transportes interurbanos e vias públicas.
Nestes locais é normal encontrar pessoas a vender refeições, pão em caixas descobertos, pasteis africanos entre outros produtos, sem protecção mínima, digamos, ao ar livre.

Regra geral, este grupo de vendedores não possui cartão de saúde, o que importa é vender. Facto curioso é que tem sempre clientela em dia, aquele grupo que se preocupa simplesmente em “matar a fome” para se manter em pé.

Com a integração, temos que nos preparar melhor para a colocação de tudo quanto pretendemos vender, pois é a nossa imagem que está em causa. Não queremos ser conotados como os péssimos em matérias de higiene e protecção do consumidor. Temos que mudar a nossa atitude para com o nosso pequeno negócio para manter o nosso bom nome nesta região.

Haverá espaço para todos fazerem os pequenos negócios, mas pensemos no consumidor independentemente de ser nacional ou não.

Com a integração os moçambicanos vão entrar nos países da região para desenvolverem os seus pequenos negócios, mas assim como temos feito não vamos conseguir vender nada.

O que pode acontecer é, os informais de outros países integrados entrarem no nosso país com boas maneiras de colocação de produtos e tomarem conta dos pequenos negócios em detrimento dos nacionais.

A Suazilândia por exemplo tem uma experiência muito interessante em relação à forma como os produtos devem ser colocados ao consumidor, criando condições mínimas para a protecção de produtos à venda dentro de plásticos, desde maçaroca até à batata doce, passando por pão e broa.

É muito difícil ver uma única mosca a pousar nos produtos à venda na via pública ou noutro sector do comércio informal e as autoridades travaram guerra para conseguir esta postura.

No Comércio Formal, ramo da Indústria e Comércio

Há que disciplinar a forma como os produtos são colocados não só na prateleira, como também na conservação.
Por exemplo,
Os copos para servir bebidas é sempre aconselhável que se mantenham gelados para permitir que no momento de servir a bebida ao cliente, a troca de temperaturas entre o copo e a bebida não tenha um impacto maior no produto a consumir (coisas da termodinâmica).

É importante diferenciar copos em função do tipo de bebida que vamos servir ao nosso cliente, de tal sorte que, o copo de cerveja não pode ser usado para servir vinho e/ou refresco, muito menos wisk e vice-versa.

Devemos caminhar para reciclar os produtos em conservação nos meios de refrigeração por natureza. Onde guardamos mariscos /Carnes não deve ficar refrigerantes e muito menos comida confeccionada carne. Comida do dia anterior não deve ser conservado em meios de refrigeração para servir nos dias subsequentes.

Uma casa de pastos deve ter condições mínimas de saneamento para se manter aberta, estamos a falar de casa de banho com água, luz, espelho, papel higiénico e sabonete ou equiparado.
A falta de um destes componentes pode dar direito à multa. Regra geral, parte dos proprietários destas casas não são rigorosos para verificação destas condições, chegando mesmo a deixar as casas de banho sem água e papel higiénico, mas com as salas de refeição repletas de gente. É uma questão de atitude para com o outro, seu cliente. Ninguém vai querer visitar as nossas casas nas condições descritas anteriormente, há que apostar na mudança.

Esta prática deve ser rigorosamente observada pelos agentes de comércio e, mesmo sabido que não existe capacidade de fiscalização, tem que ser sim, uma questão de atitude

Outras atitudes que devem ser melhoradas,

A polícia de trânsito e outros agentes de segurança rodoviária devem caminhar para inverter o cenário na opção para interpelar viaturas, tendo como alvo preferencial, aquelas que ostentam matrícula estrangeira.

Com a integração viaturas moçambicanas vão desdobrar-se em estradas dos países da região e o mesmo vai acontecer cá entre nós. Fiscalizar é bom, mas quando de 2 em 2 kms se é fiscalizado, então acaba sendo transtornaste.

Há que estar atentos às transgressões do código de estrada, como por exemplo, pisar linha contínua, excesso de velocidade, pisar passadeiras de peões nos cruzamentos com sinalização luminosa entre outras.


Por último,
Cada negociante quando passar de um país integrado, deve se preocupar em colher mais uma experiência a ser implementada cá entre nós, na sua área de negócio.

Temos que tornar o país competitivo, atractivo e, se possível, cartão de visitas de toda a SADC em termos de atitude correcta nos pequenos negócios.

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